terça-feira, 21 de abril de 2015

POUSIO | Andreia Santana

Museu António Duarte


Pousio
Tempo da terra estagnar, parar, ficar quieta. Uma sesta ou descanso que serve de fertilizante para uma próxima plantação.
As duas filmagens que demonstram a circularidade da matéria e a sua incessante passagem desde o estado de elaboração de matéria prima até à sua cessação e desgaste, representam o circuito de duas passadeiras eléctricas.
A primeira filmagem apresenta uma das entradas de areia de uma fábrica de cimento enquanto a segunda filmagem documenta uma evacuação de entulho de um edifício devoluto.
Este tempo de pousio revela-se impossível porque o movimento é inevitável.